terça-feira, dezembro 16, 2014

Alcatra à Moda dos Açores

A alcatra é um prato tradicional da cozinha açoriana e, embora seja um prato de referência durante todo o ano, ganha especial destaque na ceia de Natal. Nesta época festiva, a gastronomia açoriana prima pela confecção de carnes, que substituem as receitas tradicionais de bacalhau, muito usuais no continente.Este prato de carne é acompanhado com a massa sovada típica das cozinha tradicional do Açores ou, na sua falta, fatias de pão de mistura tostado, que se vão embebendo no molho. No entanto, a alcatra também pode ser acompanhada com arroz, batata cozida ou inhame.

Ingredientes:

- 1 pau de canela
- 2 cravos da Índia
- 200 gr de carne bovina com osso (centro de paleta ou agulha)
- 1 cebola picada
- 3 dentes de alho
- 100 gr de bacon em cubos
- 50 gr de banha de porco
- 1 kg de alcatra
- 3 xícara de vinho tinto
                                                                         - pimenta e sal a gosto.

Modo de Preparo

Corte as carnes em pedaços médios, junte em uma caçarola de barro com todos os outros ingredientes.
Leve ao forno a 160° durante aproximadamente 3 horas.
Vá virando para não queimar e deixe cozinhar até a carne estar bem tostada.

E vá enche o bucho!!

Secondo Piatto, Ceia Natalina Italiana

Os Italianos além de trazer desenvolvimento, cultura, tradições...trouxeram uma das mais apreciadas gastronomias da Terra Gaúcha, e passo pra vocês a receita do Secondo Piatto que faz parte da ceia natalina italiana.

Ingredientes:

- 300 g Linguado
- 200 g Batatas Cortadas em Rodelas
- 1/2 maço de Espinafre
- 20 g Farinha de Trigo
- 20 g Manteiga
- 300 g de Caldo de Peixe
- 65 g Queijo Parmesão
- Quanto Baste de Sal
- Pimenta do Reino




Prosciutto Affumicato Al Miele:
- 1,5 kg de presunto defumado cortados
- 2 sucos de laranjas
- Cascas de laranjas raladas
- 6 colheres de chá de mel
- noz-moscada
- 1 colher de chá gengibre ralado
- 10 cravos da índia
- 3 xícaras de chá de maisena

Modo de preparo

Etapa 1: Em uma frigideira, refogar, na manteiga, o espinafre, temperado com sal e reservar. Em uma panela, cozinhar com sal as batatas ao ponto "all dente". Temperar o linguado com sal e pimenta do reino, pasar na farinha de trigo e grelhar na manteiga.
Etapa 2: Em um refatário, montar uma camada de batata e uma camada de espinafre. Colocar o peixe e regar com o veloute.
Etapa 3: Prosciutto Affumicato Al Miele:
Deixe o presunto em molho na água fria durante uma noite. No outro dia, pegar o presunto, secá-la, colocar numa panela com água e cozinhar por 30 minutos, escorrer e deixar esfriar.
Etapa 4: Com uma faca afiada, faça cortes horizontais e verticais no presunto. Em uma tigela, junte o suco de laranja, mel, noz moscada, gengibre, misturar e espalhar um pouco sobre a superfície do presunto. Colocar no forno já quente a 190º graus por 30 minutos.
Etapa 5: Remova do forno, coloque nos cortes as casca de laranjas e os cravos da índia. Retorne ao forno por mais 40 minutos. Coloque o pernil em um prato decorado e mantenha aquecido.
Etapa 6: Molho Numa panela, adicionar água, a maisena e o resto do suco de laranja e mel. Levar para ferver durante um minuto e desligar. Despeje o molho em uma molheira e sirva.

Stollen, Bolo de Natal Alemão

Tchê agora na Serra do Rio Grande onde a colonização alemã é muito forte, eu quero que vocês tenham uma receita do Bolo de Natal Alemão conhecido como stollen tem forma de pão com frutas secas e é coberto de açúcar. Anote a receita de Thea Schünemann, da Baukurs Cultural, e experimente fazer essa receita na sua casa:

Ingredientes:
500g de farinha de trigo
6 colheres de chá rasas de fermento químico
200g de açúcar
1 pitada de sal
Aroma de amêndoas e de limo
2 colheres de rum
1 pitada de cravo em pó
1 pitada de noz-moscada
2 ovos
175g de manteiga
250g de ricota fresca (passada na peneira)
250g de passas
125g de nozes
40g de frutas cristalizadas

Modo de preparo:
Misture a farinha e o fermento em pó. Peneire tudo sobre uma tábua. Faça uma cavidade e coloque o açúcar, os aromas, os ovos e misture tudo. Sobre essa massa coloque a manteiga, a ricota, as passas, as nozes e as frutas cristalizadas. Depois de assar por 40 minutos (confira o ponto com um
palito), pincele com manteiga e polvilhe com açúcar.

sexta-feira, novembro 21, 2014

Natal Luz Gramado

Natal no Rio Grande, é em Gramado.
Gramado é uma das cidades mais lembradas para turismo no MUNDO. Tem que ser no Rio Grande.

Quem tem a oportunidade de ir visitar a região das Hortências nesta época do ano, realmente sente na pele a energia do Natal, esta energia está em tudo que se vê, em todos os lados como nas decorações, o humor das pessoas e aquele aperto no peito quando nos deparamos com mais um ano acabando e as porteiras de outro ano se abrindo.
Nesta temporada dos meses de novembro e dezembro Gramado e a região nos trazem o lado mágico do Natal, as histórias do Papai Noel e seus ajudantes Duendes, as Renas voadoras do trenó e o mundo que se forma dentro das cabeças dos seres mais puros do mundo, as crianças.
Fica aqui a colaboração do blog Culinária Gaúcha a todos para viverem um pouco desta mágia.




www.natalluzdegramado.com.br

Chegando o Natal

Mais um ano está findando e com ele chega minha data preferida, O NATAL.
O natal é mágico, acredito que seja a data que mais nos aproximamos do que realmente Jesus pregava, o amor ao próximo. Mas no natal também temos a cultura de trocas de presentes, festas com fartura de bebidas e comidas...Bueno!!!! Chegamô onde eu queria...muita bóia buena, reunião de família, tudo combina e o blog Culinária Gaúcha não vai ficar fora dessa. Neste mês de dezembro vamos fazer de tudo pra levar a vocês muita coisa boa pra sua ceia.


- Leitão assado (inteiro ou metade);




- Cordeiro assado (inteiro, partes ou desossado);


- Chester (com ou sem recheio);


- Peru (com ou sem recheio);


- Frango recheado (desossado);



- Arroz a grega;


- Arroz de Natal (castanha, uvas passas, pimentões, tomate, abobrinha, coberto com farofa de panetone);


- Risoto de Camarão (ao molho de tomate ou ao alho e óleo);


- Farofas (panetone, calabresa, verde, colorida);


- Rocambole (Carne, frango ou atum);

segunda-feira, outubro 27, 2014

Traíra Frita

O Rio Grande véio é Grande...no litoral há uma tradição maior de consumo de peixes e frutos do mar, mas no interior temos o costume de consumir peixes de água doce e a Traíra com certeza é um dos peixes mais saborosos dos nossos rios e açudes.
Segue uma Traíra frita em filé:







Ingredientes


- 1kg de filé de traíra
- 300gr de farinha de rosca
- 300gr de farinha de trigo
- 100rg de amido de milho (maizena)
- sal a gosto
- 2 limão taiti ou siciliano
- 1 litro de óleo vegetal ou 500rg de gordura vegetal





Preparo

Corte os filés em pedaços de aproximadamente 4 dedos, tempero com sal e limão. Misture as farinhas de trigo e de rosca e a maisena, empane os filé e frite em óleo bem quente.

E vá enche o bucho...

terça-feira, setembro 30, 2014

Dia do Assador e Churrasqueiro

Hoje, dia 30 de Setembro é o dia do churrasqueiro.
 
 
O profissional que prepara um dos pratos mais característicos e apreciados não só, pelos gaúchos, mas também..., por quase todos os brasileiros. Do antigo assado feito pelos indígenas no moka'em ou moken, até chegar ao moderno churrasco apreciado nas melhores churrascarias, o hábito de comer carne assada tornou-se praticamente unanimidade entre os gaúchos. Não se sabe ao certo a razão da escolha da data da comemoração, no entanto, o importante é que este dia fazemos uma homenagem aos churrasqueiros, sejam profissionais ou amadores.
No Rio Grande do Sul o churrasco é considerado tão importante, que faz parte da identidade do habitante do Estado. O hábito de assar e comer o churrasco difundiu-se e modernizou-se com a urbanização. Surgiram diversas maneiras de fazer o churrasco e também as famosas churrascarias, que se espalharam por todo o país. A cidade de Nova Bréscia notabilizou-se pela paixão pela arte de assar um bom churrasco. A cidade é conhecida pela grande habilidade dos churrasqueiros locais e também pelo empreendedorismo no ramo das churrascarias.
 
 
 
 
 
 
 
 
Parabéns a todos os churrasqueiros!

Galeto

Tchê...aqui trago pra vocês O GALETO...hummmm...uma contribuição dos nossos imigrantes Italianos que chamavam de "passarinhada" na Itália, devido a caça de pássaros.  Aqui no Rio Grande eles substituíram pelo frango jovem que é abatido no primeiro mês de vida.
Os acompanhamentos são também bem tradicionais como a polenta (não pode faltar), o pão caseiro, as massas e como uma entrada a sopa de capeletti (em breve aqui no blog).
Mas bamô lá...
Na receita vocês vão ver como preparar um sal grosso aromatizado ou temperado como preferirem chamar, dica do Chef Jorge Nascimento.

Ingredientes

- 3 galetos
- Sal
- 4 dentes de alho
- 1/2 xícara de azeite de oliva
- Sal grosso temperado

Para o Sal Temperado

- 1 xícara de sal grosso
- 1 ramo de alecrim
- 1 colher de chá de cominho
- 1 colher de chá de pimenta

Preparo do sal

Coloque o sal com os temperos em uma panela e leve ao fogo, tampe e deixe até o sal empedrar, ficar em forma de uma pedra. Retire, deixe esfriar e desmanche a pedra de sal. Você pode usar em forma de sal grosso para temperar assados ou moer e usar como sal para qualquer tipo de prato.
Para cada tipo de carne há um tempero mais indicado ou faça com os temperos de sua preferencia.

Preparo dos Galetos


Limpe bem os galetos e corte ao meio, você vai precisar de uma grelha ou uma trempe de malha fina (imagem ao lado) tempere um galeto somente com sal a gosto; outro galeto você amasse o alho no azeite e coloque sal a gosto, passe no galeto; o terceiro galeto tempere com o sal grosso aromatizado leve-os as brasas e vá virando quando necessário. O ponto correto do galeto é o seu gosto, se prefere ele suculento ou prefere ele mais torradinho, fica a seu critério pois aprendi que as receitas ficam boas quando fizemos ao nosso ponto de preferencia, o que é bom pra um pode ser cru ou torrado para o outro.
Os temperos diferentes dos três galetos é para você na mesma refeição poder degustar e oferecer as pessoas que vão aproveitar a bóia sabores diferentes do mesmo prato.
E vá enche o bucho!!!!!!


PS: quando forem fazer esta receita vocês não podem esquecer dos "por menores"




quinta-feira, setembro 25, 2014

A Culinária do Gaúcho

 
O churrasco e o arroz de carreteiro são os dois pratos mais característicos da culinária gaúcha. Toda a carne assada chamamos de churrasco. O costume de comer carne assada não é recente, é milenar, vem da antiguidade. O grande escritor Virgílio, ao escrever sua obra "Eneida", já registrava o hábito da carne assada, tipo churrasco. São muitas as formas de assar churrasco. Sobre as brasas, labaredas ou sob o calor do fogo, com ou sem espetos. Bem ou mal assada e até correndo um pouco de sangue. A carne fresca, cortada em forma de mantas, também chamamos de churrasco, tal e qual a carne com osso, mesmo crua, chamamos de "fervido".      
Para o churrasco os espetos podem ser de ferro ou de madeira. Nas regiões campesinas é tradicional o uso de espetos de madeira verde, especialmente de pitangueira, que transmite sabor agradável à carne. No Rio Grande do Sul, onde o churrasco tomou tanta intensidade e importância, sua trajetória acompanha o gaúcho ao longo da história.      
A mais rudimentar forma de assar carne remonta à época dos índios guaranis. Eles consumiam muita farinha de mandioca, na forma de pirão, com churrasco. Os guaranis preparavam a carne fresca, abriam um buraco no chão, forravam com folhas verdes, de árvores, deitavam-na, cobriam com mais ramos, mais uma camada de terra e um fogo em cima. A terra e as folhas servia como tempero, na falta do sal. Já num estágio mais avançado, os indígenas colocavam a carne dentro do buraco, envolvida por folhas de vegetais e por uma camada de barro, tipo a massa de farinha de trigo com que os italianos preparam o talharim. Com o calor do fogo, o material envolto endurecia, sob aspecto de uma telha, que retinha o suco da carne. Era somente retirá-la, quebrá-la e temperá-la com um pouco de cinzas, enquanto os índios não conheciam o sal, e servi-la. Para a carne ter bom gosto os índios escolhiam árvores como a pitangueira, evitando que deixassem gosto indesejável. Nesse particular, provavelmente, já conheciam a técnica até hoje usada pelo Exército, nas viagens, em manobras pelas selvas. Evitar comer frutas, folhas e caules de plantas leitosas ou peludas, que geralmente são venenosas.
 A prática de assar carne, envolvendo-a, depositando-a num buraco, cobrindo com cinzas e atear fogo, vem até nossos dias. Dessa forma ainda assam-se peixes, com a única substituição da massa de barro pelo papel laminado. Nas estâncias assam-se batata-doce, cebola, inhame, pinhão, etc., enterrados nas cinzas. Quando chegaram os portugueses e espanhóis, difundia-se o sistema de assar carne nas brasas ou labaredas, com espetos e salmoura. Mas foi com as revoluções que surgiu o sistema de cortar uma parte da rês, com couro, levando, apressadamente ao fogo. Após assado é que era tirado o couro e temperado, geralmente com salmoura. Alimento rico em proteínas e que levou o gáucho ao uso marcante do chimarrão, para melhor digestão.     
Para assar um bom churrasco, após escolhida a manta apropriada, coloca-se sal a gosto, antes, durante ou depois de levar ao fogo, com sal ou salmoura. Coloca-se, inicialmente, afastado do fogo e após aquecido poderá haver maior aproximação das brasas. Para não ficar dura a carne, deixa-se fritar bem o osso, somente virando após, que brevemente estará pronto para servir. A não ser em espetos giratórios, as constantes viradas de lado fazem com que, aquecendo e desaquecido, a carne torne-se rígida. O churrasco foi a seiva que gerou uma raça gaúcha forte. Em diversas oportunidades essa energia defendeu tão bravamente estes pampas. O churrasco está sempre presente na vida do campeiro gaúcho.

Fonte: ABC do tradicionalismo gaúcho - Salvador Ferrando Lamberty

Canjica com Galinha

Outro dia, fazendo meus afazeres de compras a tarde, escutando a rádio Querência FM daqui de Livramento, escutei um ouvinte indagar porque as entidades não faziam uma receita de canjica para oferecer em seus jantares...pois bem...percebi que ele estava certo, todas as entidades faziam as mesmas receitas: Carreteiro, Feijão ou Feijoada, Vaca Atolada, Espinhaço Mexido, Carne de Panela, alguns faziam uma receita de Massa com Molho e deixavam de buscar outras receitas que existem em nossa tradição, como uma CANJICA por exemplo e outras várias...
Mas percebi que eu também havia esquecido de quão é tradicional esta receita, então amigos eu passo a vocês uma receita da minha amada Vó Marina, uma CANJICA COM GALINHA loca de buena.

INGREDIENTES

  • 1 xicara de milho para canjica
  • 2 litros de água
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 3 colheres de azeite
  • 3 coxas e sobre coxas de galinha caseira ou caipira
  • sal e salsa a gosto
  • 2 xicaras de água quente 

  •  
    MODO DE PREPARO
     
    Deixe o milho de molho em 1 litro de água por 24 horas.
    Escorra, coloque na panela de pressão com 1 litro de água e cozinhe por 15 minutos depois de pegar pressão, retire da panela e reserve.À parte, doure a cebola e o alho no azeite. Acrescente sal e frite a galinha mexendo de vez em quando e coloque na panela de pressão e cubra com água e deixe cozinhar até ficar macia (quase ao ponto de desmanchar o tempo pode variar pelo tamanho das partes da galinha aproximadamente 45 minutos a 1 hora).Adicione o milho cozido a
    água restante e salsa.Cozinhe por mais 15 minutos ou até engrossar o caldo.Sirva em seguida e vá encher o bucho!!!

    quarta-feira, setembro 24, 2014

    DICA DE LEITURA

    Tenho duas dicas pra quem gosta de boa leitura e de estudar um pouco nossa história:
    1° O Livro Cozinha do
    Palácio Piratini; uma dedicada obra sobre a nossa culinária com estudos e pesquisas feitas pela Chef Jussara Dutra e sua equipe...simplesmente magnifico a materialização da história do Rio Grande através da culinária.
    2° O livro O Último Saladero; uma obra escrita e narrada pelo Sr.
    Diego Irigoyen Pereira...SURPREENDENTE!!!!!! Imaginei estar adquirindo um livro didático ...documentando uma parte da história de Santana do Livramento e da nossa Terra Gaúcha, mas não, quando comecei a ler me deparei com uma história narrada pelo seu autor como um personagem em um contato espiritual com dois Homens-alma (como descreve no livro), o Dom Pedro Irigoyen e o patriarca de sua família Sr. Jean Pierre, ou no Uruguay Sr. Juan Pedro.
    Eu senti "inveja" deste dois autores, um por ter a oportunidade de desenvolver um sonho que tenho desde que comecei o blog a 8 anos atrás, estudar, pesquisar e divulgar a
    Culinária Gaúcha.
    Outro por ter tido uma "experiência" extra espiritual de ter sido ouvinte de histórias que formaram nossa cidade e nosso estado.
    Aos dois meu MUITO OBRIGADO pela oportunidade destes livros.
    PARABÉNS por seus trabalhos!!!

    quarta-feira, setembro 17, 2014

    Bacalhoada para Alice

    Esta receita é para homenagear a receita de família que traz para a lembrança da nossa convidada Alice suas refeições de Sextas Santas. Espero que gostem.

     

    Ingredientes

    800 g de bacalhau em postas
    2 cebolas
    2 tomates
    1 pimentão verde
    1 pimentão vermelho
    1 kg de batata
    1 xícara (chá) de azeitonas pretas sem caroço
    250 ml de azeite
    pimenta-do-reino a gosto

    Modo de Preparo

    1. Numa tigela, coloque o bacalhau e cubra com água. Deixe de molho por 12 horas e troque a água 5 vezes.

    2. Corte as cebolas e os tomates em rodelas. Corte os pimentões ao meio no sentido do comprimento. Retire as sementes e corte cada metade em cubos. Corte as azeitonas em quatro no sentido do comprimento.

    3. Descasque as batatas, coloque numa panela, cubra com água e adicione 1 colher (chá) de sal. Leve ao fogo alto e, quando ferver, deixe cozinhar por 10 minutos. Para verificar o ponto, espete um garfo, as batatas devem estar macias.

    4. Escorra a água e deixe as batatas esfriarem. Corte-as em rodelas de 1 cm de espessura.

    5. Em outra panela, coloque o bacalhau dessalgado e cubra com água. Leve ao fogo alto e deixe ferver por 5 minutos. Desligue o fogo e escorra a água.

    6. Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média).

    7. Num refratário, espalhe o bacalhau e arrume todos os outros ingredientes por cima. Regue com o azeite de oliva e polvilhe com a salsinha. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno por 30 minutos.

    8. Retire o papel-alumínio e deixe assar por mais 15 minutos. Sirva bem quente e vá encher o bucho!!!

    Charlando de Bóia com Alice Bastos Neves

    Tchê... que baita orgulho pra nós ter aqui no blog Culinária Gaúcha a prenda da RBS TV, que todos os dias visita a nossa casa no Globo Esporte trazendo todas as informações da nossa dupla GRENAL. O Charlando de Bóia de hoje é com ALICE BASTOS NEVES que numa charla nos contou suas preferências e suas histórias sobre nossa culinária.

     


    Alice Bastos Neves tem trinta anos. Nasceu em Pelotas, filha da Dona Miriam e do Seu Edmundo, tem um irmão mais novo, o Felipe, é casada com o David e em breve vai ser mamãe do Martin. Jornalista, formada pela PUCRS. Terminou o curso em 2005 e no início de 2006 teve sua primeira experiência como profissional formada na RBSTV. Inicialmente como repórter do RBS Esporte, em seguida apresentadora do mesmo, depois passou a fazer as reportagens do dia-a-dia de futebol, cobrindo os treinos de Grêmio e Internacional e a apresentar eventualmente o Globo Esporte. Desde 2010 passou a apresentar diariamente o Globo esporte, tarefa que executa com muita alegria e competência até hoje.

    Alice, cada dia mais vemos a igualdade entre homens e mulheres, homens na lida de casa e nas panelas e mulheres sabendo tudo de futebol como tu, mas e nas panelas como tu te vira?
    Não era craque nas panelas, mas desde que saí de casa tive que aprender a me virar. Não sou uma grande chef de cozinha, mas faço as coisas básicas do dia-a-dia e volta  e meia me aventuro em algo mais incrementado, com a receitinha do lado.
     

    Há um prato especial da nossa culinária que te faz remeter a infância? Qual? Por que?
    Não me lembro de um prato específico da infância, mas gosto de coisas muitos simples. Adorava quando minha mãe fazia arroz, feijão e guizadinho com milho e ovo. E o churrasco do meu pai, com maionese caseira também sempre adorei. Entre os doces, que eu sou apaixonada até hoje, um que eu adoro é arroz de leite e também, na hora do lanche, tenho paixão por bolo de cenoura com cobertura de chocolate.
     
    Nas tuas andanças pelos nossos pagos em qual região a culinária mais te agrada?
    Por ser pelotense e adorar “uma doçura” não posso deixar de citar os famosos doces de Pelotas. O tradicionalíssimo pastel de santa clara, quando bem feito, é uma iguaria que merece ser muito bem apreciada.
     

    Quando estavas cobrindo a Copa do Mundo, te vimos muito no Parque da Harmonia fazendo as chamadas dos jogos do Brasil mostrando nossas tradições, sempre notamos aquela fumaça do churrasco véio gaúcho pairando no ar. Agora nos conta como era nos bastidores o teu controle para esperar as chamadas sem tá por perto do assador chuliando uma costela ou uma linguiça, ou tava tudo liberado?
    Em um lugar como o acampamento farroupilha é impossível não ter vontade de experimentar um pouco de tudo. E ainda bem que estar trabalhando não me impedia de experimentar nada. Entre uma entrada ao vivo e outra eu experimentava uma costelinha, uma carne picadinha, salsichão... E isso desde à manhã até à noite. Entre uma carne e outra, sempre tinha outras delícias. Até bolo de erva mate experimentei, acompanhado de um tradicional café de cambona. Ah! E o Joca Martins me apresentou o pé de moça, uma versão do pé de moleque muito gostosa.
     

    Na tua casa qual a receita de família faz sucesso a várias gerações nos encontros de domingos?
    Não lembro de receitas muito tradicionais da minha família. A primeira que me vem à cabeça é o bacalhau da sexta-feira santa, que me lembro de comer na cada da minha bisavó e minha mãe faz até hoje. Esse tenho que aprender.

    Passa a receita para nós ou o segredo da receita? 
    Ai! Me pegou! Não tenho a receita! Vou ter que perguntar pra minha mãe. Mas acredito que não tem muito mistério, só aquele ingrediente que nunca pode faltar que é a família reunida, muitas risadas e muito amor.
     
    Na tua recente vinda a Fronteira da Paz para o quadro "Vem Alice" do Globo Esporte, tiveste a oportunidade de degustar algum prato regional nosso? Qual mais te agradou?
    Pra ser bem sincera, quase não deu tempo de comer! Hehehehe Gravamos três times em um dia e mais um antes de viajar de volta para Porto Alegre. Mas pude jantar na casa do pai do nosso cinegrafista Valquer da Rosa, que é natural de Livramento, e experimentei uma carne de caça que nunca tinha provado e mal tinha ouvido falar. O dono da casa nos recebeu com um perdigão. Super bem temperado, e acompanhado de uma massa caseira trazida do Uruguai. Estava uma delícia!
     

    O recado final da nossa convidada Alice Bastos Neves.
    Acho engraçado estar conversando com os leitores de um site de culinária, porque nunca fui muito adepta das panelas. Em compensação sempre fui muito boa de garfo, então falar sobre comida é um prazer. A partir de agora vou me tornar leitora do site e prometer me dedicar mais à arte da cozinha, pra além de uma boa apreciadora me tornar uma boa cozinheira. De qualquer forma, se tiver comida gaúcha de boa, em qualquer mesa pelo estado, pode me chamar "vem, Alice" que eu vou! Hummm! Obrigada pela oportunidade de trocar algumas ideias com vocês. Abração!